{"id":5129,"date":"2017-09-01T12:01:58","date_gmt":"2017-09-01T12:01:58","guid":{"rendered":"https:\/\/brasmar.maccao.es\/?p=5129"},"modified":"2021-12-20T15:25:18","modified_gmt":"2021-12-20T15:25:18","slug":"fundado-no-aco-e-conservado-no-frio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brasmar.com\/pt-pt\/fundado-no-aco-e-conservado-no-frio","title":{"rendered":"Fundado no a\u00e7o e conservado no frio"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1640013850211{padding-bottom: 13px !important;}&#8221;]<\/p>\n<h1>Fundado no a\u00e7o e conservado no frio<\/h1>\n<p>[\/vc_column_text][vc_column_text css=&#8221;.vc_custom_1637236901225{padding-bottom: 13px !important;}&#8221;]<strong>Entre as altas temperaturas do a\u00e7o galvanizado e as baixas temperaturas do bacalhau congelado, a hist\u00f3ria deste grupo familiar da Trofa escreve-se com diversifica\u00e7\u00e3o e aposta nos mercados internacionais.<\/strong><\/p>\n<p>Entre as altas temperaturas a que pode chegar o a\u00e7o durante o processo de galvaniza\u00e7\u00e3o que vai revestir os postes de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e as baix\u00edssimas temperaturas com que se congela as postas de peixe, o dia-a-dia de S\u00e9rgio Silva n\u00e3o poderia ser feita de maiores contrastes. \u00c9 na Trofa, onde se encontra a sede do Vigent Group e a maior concentra\u00e7\u00e3o das unidades industriais que comp\u00f5em este grupo familiar, que este licenciado em gest\u00e3o de empresas, com apenas 40 anos de idade, \u00e9 agora o rosto de uma organiza\u00e7\u00e3o que envolve mais de 1200 trabalhadores, com opera\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas por 15 pa\u00edses e com mais de 50 % da actividade do grupo a ser canalizada para os mercados internacionais: as exporta\u00e7\u00f5es da Metalogalva e da Brasmar s\u00e3o enviadas para mais de 45 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 grande contraste nos setores em que actua, h\u00e1 uma matriz na estrat\u00e9gia que persegue, marcadamente com uma aposta na internacionaliza\u00e7\u00e3o. A Metalogalva \u00e9 a l\u00edder nacional na \u00e1rea da Engenharia e Protec\u00e7\u00e3o do A\u00e7o &#8211; tem 45 anos de hist\u00f3ria que a colocaram como principal fornecedora de torres de transportes de energia para empresas como a REN e a EDP, mas tamb\u00e9m como torres de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e torres de telecomunica\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA Brasmar \u00e9 uma empresa bem mais recente (foi fundada em 2003), mas tamb\u00e9m j\u00e1 assumiu a lideran\u00e7a nacional no setor alimentar de produtos do mar congelados e transforma\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de bacalhau. E como o mercado portugu\u00eas j\u00e1 n\u00e3o lhes chega h\u00e1 muito tempo, as taxas de exporta\u00e7\u00e3o da Metalogalva (72%) e da Brasmar (51%) \u00e9 que continuam a justificar o plano de investimentos e as previs\u00f5es de crescimento do volume de fatura\u00e7\u00e3o: em 2016 foi de 230 milh\u00f5es de euros. Em 2017 \u201cultrapassar\u00e1, seguramente, os 300 milh\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Para estes resultados muita coisa mudou e o rebranding do grupo &#8211; que s\u00f3 em Novembro do ano passado abandonou o nome de Matalcon para passar a ser Vigent Group &#8211; afinal foi o culminar de todas essas altera\u00e7\u00f5es. O melhor interlocutor para relatar o fio das mudan\u00e7as \u00e9 ele mesmo, o chief executive officer (CEO) do grupo, que explica como se foram desenrolando os processos de decis\u00e3o que lhes permitiu chegar at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>Quando acabou o curso de gest\u00e3o de empresas, em 2000, S\u00e9rgio Silva dizia que n\u00e3o queria ir \u201ctrabalhar para o ferro\u201d. O pai e o tio &#8211; os irm\u00e3os Silva &#8211; j\u00e1 tinham levado a Metalogalva at\u00e9 \u00e0 velocidade cruzeiro, e nesses primeiros 30 anos de hist\u00f3ria, o departamento comercial at\u00e9 era aquele que menor esfor\u00e7o financeiro exigia \u00e0 empresa \u2013 \u201cas encomendas chegavam por fax e e-mail. Era s\u00f3 dar-lhes resposta\u201d. A partir de 2010, as coisas deixaram de ser assim, com a crise no sector da constru\u00e7\u00e3o definitivamente instalada \u2013 tamb\u00e9m na constru\u00e7\u00e3o met\u00e1lica. Foi tamb\u00e9m o ano em que S\u00e9rgio Silva assumiu o cargo de CEO do grupo, e a aposta nos mercados internacionais passou a ter de ser uma prioridade.<\/p>\n<h2>L\u00edder das mariscadas<\/h2>\n<p>Mas j\u00e1 l\u00e1 vamos. Antes \u00e9 preciso perceber o que o actual presidente executivo preferiu come\u00e7ar a fazer na porta ao lado: convenceu o tio a montar uma empresa em Portugal para importar o camar\u00e3o que a fam\u00edlia produzia no Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 importante sublinhar que o esp\u00edrito empreendedor est\u00e1-lhes no sangue, e S\u00e9rgio lembra-se bem de quando, com 14 anos, de f\u00e9rias na Bahia (onde tem seis tios maternos) o pai se apercebeu da facilidade com que conseguiu apanhar camar\u00e3o. \u201cAs f\u00e9rias foram em Fevereiro, em Junho j\u00e1 t\u00ednhamos o terreno comprado m\u00e1quinas a trabalhar. A fazenda de camar\u00e3o da fam\u00edlia conseguiu ser o maior exportador de camar\u00e3o do Brasil. Cheg\u00e1mos a ter mil colaboradores e a produzir quatro mil toneladas\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Em 2000, quando come\u00e7ou a trabalhar, a unidade de camar\u00e3o no Brasil exportava 90% da produ\u00e7\u00e3o. S\u00e9rgio Silva quis ser o importador desse camar\u00e3o para Portugal, e come\u00e7ou a dar as suas cabe\u00e7adas: \u201cChegaram os dois primeiros contentores e eu nem tinha clientes para vender. As coisas at\u00e9 n\u00e3o correram mal, mas ao fim do primeiro ano, logo percebi que ficar com o camar\u00e3o n\u00e3o se justificava. Precisava do know-how de quem j\u00e1 estivesse no terreno\u201d \u2013 surgiu assim a Brasmar, com uma pequena empresa de Guimar\u00e3es (facturava quatro milh\u00f5es de euros, mas trabalhava com uma grande gama de produtos) a quem comprou 50%. Foi quando, em 2007, S\u00e9rgio Silva teimou em avan\u00e7ar para a componente de transforma\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o do pescado, que os s\u00f3cios de Guimar\u00e3es acabaram por sair.<\/p>\n<p>Hoje, a Brasmar tem duas unidades industriais (em Portugal e na Noruega) e presen\u00e7a directa em quatro pa\u00edses. Factura mais de 150 milh\u00f5es de euros. Importam peixe congelado de meio mundo \u2013 em Portugal s\u00f3 compram polvo fresco, para transformar \u2013 e exportam peixe para outro meio.\u00a0Portugal assegura o consumo de metade da produ\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 tem esmagadas as margens de crescimento. \u201cSomos os l\u00edderes em Portugal na produ\u00e7\u00e3o e venda de mariscadas. Fazemos mais de 200 toneladas por m\u00eas\u201d, contabiliza.<\/p>\n<h2>Torres invis\u00edveis na Isl\u00e2ndia<\/h2>\n<p>A estrat\u00e9gia para a Metalogalva tamb\u00e9m sofreu profundas altera\u00e7\u00f5es. Quando o sector da constru\u00e7\u00e3o tentava escapar \u00e0 crise de Portugal olhando para \u00c1frica, a fam\u00edlia preferiu apostar na Europa. \u201cS\u00e3o mercados mais maduros, onde podemos vender produtos de valor acrescentado\u201d, explica, lembrando-se bem das dificuldades que teve no in\u00edcio.<\/p>\n<p>\u201cOs nossos maiores esfor\u00e7os estavam na componente comercial. Se consegu\u00edssemos convencer os potenciais clientes \u2013 as empresas de utilities de Fran\u00e7a, Alemanha, Noruega, Su\u00e9cia \u2013 a virem at\u00e9 ao aeroporto, t\u00ednhamos a causa ganha. Hoje em dia, que o Porto est\u00e1 na moda, j\u00e1 n\u00e3o precisamos de convencer ningu\u00e9m a vir ao S\u00e3o Jo\u00e3o, temos n\u00f3s de nos acautelar, porque j\u00e1 n\u00e3o conseguimos receber toda a gente\u201d, ironiza.<\/p>\n<p>A capacidade industrial e o know-how no setor da Metalogalva s\u00e3o o seu maior cart\u00e3o de visita. Hoje em dia, s\u00e3o fornecedores de refer\u00eancia em v\u00e1rios pa\u00edses. Um dos \u00faltimos contratos foi ganho na Isl\u00e2ndia: a Metalogalva vai construir torres de transmiss\u00e3o de energia desenhadas por um arquiteto, estilizada em forma de \u00e1rvore, com uma degrad\u00e9 de cores que se confunde com o horizonte. \u201cN\u00f3s temos capacidade para fazer este tipo de produto e estes s\u00e3o os mais interessantes em termos de rentabilidade\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 s\u00e3o l\u00edderes de mercado na B\u00e9lgica. Na Alemanha s\u00e3o o segundo maior fornecedor, na Ucr\u00e2nia est\u00e3o a construir uma f\u00e1brica, e na Arg\u00e9lia outra unidade industrial. Trata-se de uma parceria com o governo argelino, que tem 51% da empresa e vai assegurar o investimento de 140 milh\u00f5es que s\u00e3o necess\u00e1rios para o projeto.<\/p>\n<p>Apesar de ter nascido como um grupo familiar, e de assim permanecer a sua matriz, o Vigent Group \u00e9 hoje uma holding multisetorial sem membros da fam\u00edlia nas opera\u00e7\u00f5es do dia-a-dia, com excep\u00e7\u00e3o do CEO. \u201cSomos um grupo altamente profissionalizado\u201d, termina S\u00e9rgio Silva.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria do grupo familiar da Trofa, que assenta na diversifica\u00e7\u00e3o e aposta nos mercados internacionais. 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